Santificação e consagração

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Vivemos dias nos quais o Espírito Santo de Deus quer se manifestar profundamente através da igreja.

A igreja tem recebido dos céus um conhecimento e uma renovação na mente que tem ampliado nossa forma de ver Deus. Temos ouvido que existe mais do que apenas ser salvo, e temos sentido isso. Temos percebido que há um desejo em nossos corações de estarmos mais perto de Deus e, de maneira ainda maior, um desejo no coração de Deus de se aproximar de seus filhos. Existe uma inconformação sadia, e sabemos que algo tem faltado quando a presença de Deus não está por perto.

Durante os nossos cultos, nós queremos a presença de Deus nos louvores, no ofertório, na palavra, e quando ela não é palpável da maneira que gostaríamos dizemos: os céus estão fechados. O padrão aumentou. A igreja está amadurecendo.

Quando eu era mais novo, no ano de 1998 quando entrei para a igreja, eu costumava ouvir a expressão reunião de consagração. Sinceramente, eu era muito novo para entender a importância de reuniões como essas e achava que seriam encontros chatos onde as pessoas de mais idade se uniam para contar histórias, orar de joelhos por pelo menos 4 horas seguidas e após tudo isso comiam bolo e tomavam café. Eu nunca fui a alguma dessas reuniões, mas a curiosidade ficou guardada em algum lugar da memória. E hoje que tenho uma vida cristã definida Deus me fez entender um princípio muito simples relacionado a isso.

Como bons cristãos que somos, somos levados pelo Espírito Santo a buscarmos a santidade, e a esse processo de ser santificado chamaremos de santificação.

E foi justamente o que Deus veio falar a mim nesses dias. Existe uma diferença entre a santificação, e a consagração. E por mais simples e óbvia que essa diferença seja, muitos se esqueceram, e outros, como eu, nunca tinham ouvido algo sobre ela.

Para começar a falar sobre isso eu gostaria de apresentar um caso bíblico que nos traz uma ideia mais clara dessa diferença: Elias no monte Carmelo (Leia 1 Reis 18. 20-41).

Elias estava em uma situação complicada, ele era o profeta de Deus contra um grupo de macumbeiros de feiticeiros de Baal, em um confronto que venceria o deus que respondesse com fogo. E houve uma preparação para isso. Tanto Elias como os profetas de Baal consagraram algo a alguém.

Os profetas de Baal se consagraram ao seu deus, tomaram um novilho e ofereceram no altar, mas Elias, além de um novilho, tinha consigo a santidade ao Senhor.

Funciona da mesma maneira até hoje. Podemos dizer que a consagração é algo que vem de nós para Deus, é o nosso esforço, a nossa parte. E santidade é aquilo que Deus traz a nós, aos nossos corações. É o fruto da intimidade com Deus. A resposta de nossa consagração. Quando nos consagramos, nos apresentamos a Deus, mas quando somos santos, Ele se apresenta a nós.

Elias tinha essa comunhão com Deus, e assim ele pode ser mais ousado no seu sacríficio. Mas tenho toda a certeza de que se ele não estivesse ouvindo a voz de Deus, ele não teria feito o que fez.

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Hoje estamos buscando a santidade, e temos nos consagrado a Deus, mas não alcançaremos a santidade apenas pela nossa consagração. Nossos jejuns, orações, devocionais, votos e promessas são bons, mas não são tudo nessa busca, ou melhor, não são quase nada.

A santidade vem de Deus, e Ele santifica a quem quer, do jeito e na hora que Ele quer.

A santidade deve ser o nosso alvo, tanto para o bem da nossa vida espiritual, como para o bem daqueles que estão ao nosso redor.

O povo recebeu um avivamento em Israel  ao ver a coluna de fogo consumir o sacrifício. De igual maneira, a presença de Deus nossas vidas deve ser um sinal notório, um sinal do céu. O povo voltou-se para Deus naquele instante, glorificou ao Senhor, mas isso não foi pelo altar que Elias edificou, e sim, pela coluna que Deus enviou, a resposta em fogo. Deus trouxe a santidade a Israel!

Deus quer homens santos, e para isso logicamente tais homens devem ser consagrados, entregues a Deus, a fim de serem santificados.

Devemos colocar no altar de Deus o nosso ego mais profundo, nossas memórias dolorosas, mente, vontade, língua, mãos, pés, reputação, esperança, lamentos e súplicas, e após isso esperar a resposta de Deus.

Podemos dizer que a santidade é um batismo. Se analisarmos o que Deus fez no dia de pentencostes chegamos a essa conclusão.

Cristo ordenou que os seus discípulos esperassem o “revestimento do alto” (Lucas 24.49). E então entendemos o porque de um tempo de espera tão longo para que o fogo viesse a eles. Muitos desistiram da espera. Não passaram no teste da perseverança. Mas para aqueles que aguardaram havia um segredo. Havia uma dádiva do céu.

Certamente podemos dizer que enquanto esperavam para ser cheios, eles se esvaziaram de si, para serem cheios pelo o que era do alto.

Certamente eles sondaram seus corações e esqueceram-se dos medos, das invejas, da ambição, da diferença individual, de toda autossuficiência, para manter apenas um desejo: fome e sede de Deus.

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